Saindo do ninho para o mundo

Crescer: verbo intransitivo que significa desenvolver gradualmente alguma coisa ou alguém. Essa é uma das muitas palavras que faz parte do desencadear da vida. Esteja presente em novos projetos ou apenas no ato do passar dos anos, crescer pode (e deve) significar incontáveis coisas, oportunidades e responsabilidades.

Muitos acreditam que crescer é um ato de coragem, enquanto outros julgam estar amedrontados pela ideia de grandes mudanças e a falta de estabilidade que elas podem trazer. Se tornar adulto, se jogar no mundo, sair de casa sem saber como será o dia de amanhã são situações incertas que muitas vezes nos assustam (até demais).

Casar, sair da casa dos pais, morar no exterior e viver um dia de cada vez me pareciam planos impossíveis quando eu tinha 13 anos. Para ser muito sincera, nunca pensei que chegaria a idade dos 23 com a bagagem emocional e de aprendizado que tenho. Também não sabia que conheceria meu companheiro de vida em uma aula de karatê, por exemplo. Porém todas as escolhas que fiz (desde cortes de cabelo às muitas coisas erradas que, enquanto adolescente, fui responsável por fazer) me trouxeram onde hoje estou.

Hoje me considero uma cangaceira morando em terras de cowboys e velho oeste. Digo isso pois saí do meu querido Ceará, no Brasil, para me aventurar ao lado de meu fiel companheiro nas areias texanas dos Estados Unidos. Posso afirmar sem dúvida alguma que cada dia tem sido uma nova aventura. Mas também posso garantir a quem estiver lendo agora que nem todos os dias são ensolarados com aquele arco íris lindo no final da tarde.

Morar longe, estar distante de onde você fincou raízes e criou laços não é nada fácil. Lidar com o preconceito de ser estrangeiro em um país que se considera a melhor e mais unida nação do mundo também não é uma chuva de estrelas. Lidar com situações como se comunicar em um novo idioma (por mais que você o tire de letra), aprender a usar coisas que você nunca usou na vida (como uma lava louças, por exemplo, ou uma secadora de roupas) e viver em uma cultura completamente diferente da sua são experiências que podem ser frustrantes.

Mas com a certeza de que o amanhã sempre vem, sair do ninho e alçar vôos no desconhecido também dá a emoção que apenas aventurar-se em algo novo pode trazer.

Um comentário em “Saindo do ninho para o mundo

  1. Maria Christina Oliveira 16 de fevereiro de 2018 — 20:44

    Nunca havia pensado dessa maneira. Muito bom saber a visāo de mundo de outra pessoa.

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