O clichê romântico e necessário de ‘Ele: Quando Ryan Conheceu James’

O Romance erótico narra a relação dos (ex) melhores amigos Ryan Wesley e James Canning, jogadores semi-profissionais que estão há quatro anos sem se falar depois de passarem o último verão juntos no acampamento de hóquei em Lake Placid. O motivo do distanciamento? Uma aposta que testou a fronteira da amizades entre dois, provavelmente é isso que você está pensando…

Moderação é quase a palavra perfeita para descrever o livro ‘Ele: Quando Ryan Conheceu James’. Os protagonistas são bem desenvolvidos e carismáticos, é muito fácil (e bom) vibrar e sofrer por Ryan e James.  Praticamente todos os personagens são carismáticos mesmo tendo pouco espaço, as autoras Elle Kennedy e Sabrina Bowen conseguem dar a todos um toque de empatia.

Apesar de algumas questões, a narrativa tem seus méritos, que não são poucos. Os capítulos do livro são divididos entre os pontos de vista dos protagonistas, sempre narrados em primeira pessoa.

Por ser um romance de linguagem simples, nada muito rebuscado, o ritmo de leitura se torna muito rápido e às vezes é difícil diferenciar o narrador de cada capítulo. Porém, o fato da narração ser dividida entre os protagonistas é um ótimo recurso, e muito bem usado diga-se de passagem, o enredo só mostra realmente o que interessa ao leitor.

Em alguns momentos a narrativa beira a melosidade, chegando a ser clichê, mas nos momentos certos. O uso comedido é bem-vindo, ainda mais quando existem poucos romances do gênero publicados no Brasil. Os conflitos foram outra boa surpresa, a incerteza do amor e o medo da reação do mundo exterior a relação amorosa que existe dentro da bolha serão fortes o suficiente para dar um ponto final ao relacionamento?

Lembra que eu disse que moderação é quase a palavra perfeita para descrever o romance? Pois é, todos os elementos existem na medida certa, exceto o erotismo e as cenas de sexo, que maravilham justamente pelo excesso. E que excesso! Nisso elas não medem palavras nem destaque, fiquei surpreso como duas mulheres puderam criar cenas tão eróticas e excitantes, tão particulares para os personagens e de uma beleza tão íntima, ainda que as descrições de tais cenas sejam um pouco cruas.

Isso só foi uma questão para mim, momentaneamente esquecida, pois li este livro durante a leitura de ‘Variações Enigma’, outro romance, destinado a um público levemente diferente, mas que eleva o erotismo, a sexualidade e subverte a definição de amor.

Note que eu não revelei entre quais personagens existe o romance, talvez esteja na cara, talvez não, isso porque você precisa ler esta ficção, é uma leitura leve e extremamente prazerosa. Certamente não causará arrependimentos.

 

Foto destaque: Divulgação

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