‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ traz roteiro confuso e efeitos visuais impressionantes

“Não existem criaturas estranhas. Existem bruxos preconceituosos”. Newt Scamander, um dos lufanos mais queridos do mundo bruxo retorna às telas dos cinemas com ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’. Dirigido por David Yates e roteirizado pela própria J.K Rowling, o filme é um espetáculo encantador, complexo e repleto de novas informações.

Na trama, Newt (Eddie Redmayne) é recrutado por seu antigo professor de Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para deter os planos de Gellert Grindelwald (Johnny Depp), um cruel e persuasivo fugitivo da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) que está reunindo seguidores e ameaça romper a paz entre o mundo bruxo e o dos não-mágicos.

O primeiro ponto positivo do longa, e talvez o mais importante seja o espetáculo visual. Os efeitos especiais são tão imersivos que possibilitam uma aproximação entre o público e cada cenário exibido. Falando em cenário, o filme “passeia” por diversos lugares conhecidos, dentre eles, a majestosa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A trilha sonora desperta uma sensação de nostalgia para quem já acompanha o mundo bruxo desde 2001.

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A Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts em novo filme da franquia (Foto: Divulgação)

As cenas de batalha também não deixam a desejar. Desde a fuga de Grindelwald, até os conflitos entre aurores e outros personagens, os combates são exibidos como um show de magias até então desconhecidas, atreladas à apresentação de novas criaturas fantásticas e seus habitats. Além disso, a angulação e fotografia que permeiam cada momento possibilitam uma melhor apreciação de todo o conteúdo.

Por outro lado, a complexidade com que o filme se desenvolve deixa algumas cenas monótonas e cansativas. O roteiro de J.K Rowling adiciona tantos personagens novos e tramas individuais que acaba desconectando o público da história principal. É perceptível que o longa tenta abordar mais do que é aceitável em uma produção de praticamente duas horas. Algumas subtramas pouco exploradas deixam a desejar, como o relacionamento de Jacob (Dan Floger) e Queenie (Alison Sudol), e a homossexualidade de Dumbledore.

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Dumbledore observa seus desejos no Espelho de Ojesed (Foto: Divulgação)

Embora a trama permaneça difusa por parte da produção, o elenco consegue fazer um “jogo de cintura” capaz de prender a atenção do público. Eddie Redmayne transmite com simplicidade o coração puro e bobo de seu carismático personagem, Newt. Além dele, Ezra Miller também chama atenção pelo seu desempenho como Credence, o receptáculo de um Obscuro. Jude Law também merece mérito por sua performance como uma versão mais jovem de Alvo Dumbledore, um dos personagens mais icônicos do mundo fantástico de Rowling.

Envolto de polêmicas, o ator Johnny Depp consegue interpretar um vilão de destaque. Sua atuação faz com que todo o poder, influência, persuasão e ganância de Grindelwald se manifestem com eficácia. Em outras palavras, o ator transmite bem a essência de seu papel sem se prender a qualquer caricatura. Pode-se dizer que no meio de tantos personagens sem consistência, o vilão é um dos mais bem elaborados.

‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ exerce sua função como entretenimento para o público. Embora a história seja repleta de muitos pontos soltos, uma mente aberta permite captar todo o conteúdo sem perder o foco da trama. Claro que para quem possui a vontade de retornar ao mundo bruxo, o fan service do filme é mais que bem vindo.

CLASSIFICAÇÃO 3


FICHA TÉCNICA
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald – Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald
Data de lançamento: 16 de novembro de 2018
Direção: David Yates
Duração: 2h 14m
Sinopse: Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

 

Foto Destaque: Divulgação

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