‘Pixel Show’ mostra pluralidade em sua 14ª edição

Pixel Show, evento criando em 2005 pela Zupi (revista de arte e design) e reconhecido como o maior do segmento na América Latina e o terceiro do mundo desde 2013, teve sua 14ª edição nos dias 10 e 11 de novembro. O festival é voltado para a arte em suas mais distintas formas, do design ao cinema. Seu público alvo é tão múltiplo quanto os temas abordados: profissionais, aspirantes ou simplesmente admiradores das áreas circulam por lá.

Contando com um espaço físico maior desde a edição passada, o evento seguiu nesta escala de crescimento. Desta vez os organizadores apostaram na ampliação dos temas abordados. Segmentos como empreendedorismo, publicidade e tecnologia, que já estavam presentes nas edições anteriores pontualmente, ganharam mais espaço com a chegada das salas temáticas que ao todo englobaram 7 linhas de debate distintas, incluindo além das já citadas, arte e design, animação e vídeo e som e dublagem, na sala intitulada como Pixel Voice.

A abrangência democrática das artes também se estendeu ao espaço destinado aos workshops. Foram cerca 40 ao longo dos dois dias, contando com imersões de maneira mais prática e direta como arte tradicional, digital, escultura, diagramação, estampas, maquiagem cinematográfica e também mais reflexivas e “pé no chão” como o pensar criativo como ferramenta.

Quanto à queridinha do público, a Feira de Criatividade (espaço com atividades gratuitas do festival), mostrou mais uma vez que conquista não só por sua acessibilidade, mas também por seu conteúdo. A principal novidade do ano foi o Espaço RH criado em parceria com a Trampos.co para análise de portfólio e entrevistas, onde era possível ser entrevistado por diversas empresas reconhecidas no mercado.

Mas como não é só de networking que o artista vive, o evento contou mais uma vez com a Arena Musical, local destinado a apresentação de artistas independentes, o Tattoo Festival, exposições e dois destaques, as Sharp Talks, palestras curtas e intensas que tem marcado presença no evento desde 2014 e a feira dos Makers, onde artistas independentes expõem e vendem seus trabalhos.

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Evento reúne entusiastas e profissionais das mais diversas áreas da arte (Foto: Rafaela Ribas/Foca Alternativa)

A maratona foi intensa e em meio a tantas atividades e possibilidades, algumas delas acabaram passando despercebidas por parte do público que muitas vezes se mostrou um tanto perdido nessa vastidão. Quem foi esperando um dia mais focado em temática x ou y acabou se frustrando um pouco pela falta de um direcionamento mais específico, mas vale lembrar que um festival que deu um salto tão grande em seu tamanho, agora precisa encontrar um formato que lhe caiba e atenda melhor as suas demandas e as do público.

 

Foto destaque: Rafaela Ribas/Foca Alternativa

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