Eles por eles: os melhores álbuns de 2018 por artistas nacionais

2018 foi um ano complicado, com muitas provações; mas felizmente, frutífero para a música. Na cena nacional, tivemos grandes álbuns que se destacaram e mostraram que a produção musical do Brasil está alive e vive muito viva, viva, como diria Caetano.

Recolhemos as opiniões de grandes artistas da cena, que escolheram seus discos favoritos do ano. Você pode conferir tudo na íntegra abaixo, e esperar conosco o que 2019 trará de melhor!

Carne Doce escolhe ‘OK OK OK’, de Gilberto Gil

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‘OK OK OK’, do Gilberto Gil, é o melhor lançamento nacional até agora. Também tivemos outros bons lançamentos, como ‘Taurina’, da Anelis Assumpção; ‘Azul Moderno’, da Luiza Lian, e ‘Trança, da Ava Rocha, mas esse é um dos nossos favoritos.”

+ Entrevista: Carne Doce e as narrativas do íntimo


Maria Beraldo escolhe ‘9 Sambas’, de Rodrigo Campos

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“Vou falar do disco ‘9 Sambas’ do Rodrigo Campos, que é fabuloso. É muito ousado por ser simples e por apontar pra frente parecendo que aponta para trás. Para mim, em primeiro lugar, ficam as composições. O Rodrigo é um compositor de muita consistência e densidade e as músicas que estão nesse disco são mais uma leva primorosa dele. Eu gostei muito que ele fez um disco de sambas.

O Rodrigo é da escola do samba, aprendeu a tocar no samba, conhece muito o repertório do samba, e está inserido num grupo de artistas que hoje não fazem discos de samba. E ele fez. Eu amei isso. Amei as formações instrumentais do disco, fincadas nas formações tradicionais do samba: violão, cavaco, agogô, tamborim, etc (ele tocou a maior parte deles), mas sem se restringir a esses instrumentos; me dá muito gosto de ouvir porque me sinto um pouco cansada do som de guitarra-baixo-bateria-teclado-voz, ainda que goste de muitos discos com essa formação, lógico. Por fim, este álbum tem uma concepção de obra, apresenta um conceito como disco e conecta cada uma de suas partes com o todo sem excessos, sem faltas, com precisão.”

+ Ouça ‘Cavala’, de Maria Beraldo


Saulo Duarte escolhe ‘Trança’, de Ava Rocha

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“Para mim, o melhor disco de 2018 é Trança’, de Ava Rocha. É um disco de 19 faixas com imagens avassaladoras. Tudo muito bem pensado e feito na contramão da urgência desse tempo que quer tudo muito rápido. Ava mostrou que é ela mesma quem manda na fogueira do pecado! Melhor disco sem dúvidas!”

+ Ouça ‘Avante Delírio’, de Saulo Duarte


Clau Aniz escolhe ‘Cavala’, da Maria Beraldo

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“O melhor disco do ano é ‘Cavala’, da Maria Beraldo. Eu achei esse disco muito rico, e é muito foda saber a trajetória dela na música. Ela vem de uma veia erudita, era clarinetista, e decidiu cantar. Ela sai desse caminho do virtuosismo para produzir um disco mais seco, e com uma mensagem muito forte. Eu acho que a mensagem que as músicas dela passam, para nós mulheres LGBTs, é muito forte. Acho que tratar dos temas que ela aborda no disco de forma tão direta é muito importante. Este é um álbum que me atravessou muito, tanto na questão musical quanto na questão filosófica. Me senti representada.”

+ Ouça ‘Filha de Mil Mulheres’, de Clau Aniz


Selvagens à Procura de Lei escolhe ‘Amor É Isso’, de Erasmo Carlos

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O último disco do Erasmo Carlos, ‘Amor É Isso’, merece ser o disco nacional do ano, pela renovação que o Erasmo traz no repertório: está antenado com os novos compositores como o Teago, da banda Maglore, além de não esquecer de caras como Marcelo Camelo, Adriana Calcanhoto e Nando Reis, que também tem faixas gravadas por ele nesse disco.


Letrux escolhe ‘Tônus’, do Carne Doce

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Para mim, um dos melhores do ano é ‘Tônus’, do Carne Doce, que traz músicas intrigantes, letras que me fazem pensar, me tocam, me emocionam, me divertem, além dos arranjos sensacionais. Um disco inesquecível desse ano maluco.

 

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Foto destaque e imagens da matéria: Divulgação.

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