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Lolla Brasil 2019: do gospel aos grandes festivais, conheça a trajetória de Kings of Leon

A banda se apresenta como um dos destaques no segundo dia do Lolla

Há quase vinte anos na estrada, o Kings of Leon se mantém em evidência e continua marcando presença nos principais festivais mundo afora, mostrando que o que poderia ser mais um “Casos de Família”: irmãos Gallagher – na verdade deu muito certo. Seus sete álbuns de estúdio que o digam.

Formada por três irmãos (Caleb, Nathan e Jared) e um primo, Matthew, os Followill tem lidado bem com a inevitável dinâmica entre rotina, produção e egos que toda banda conhece de perto.

O início

Fruto do novo milênio e parte de uma nova safra de artistas, o KoL tem suas raízes em uma fundação que o grande público nem imagina. Criados no sul dos Estados Unidos, o quarteto iniciou seu caminho na música gospel. Os irmãos foram educados em casa pelo pai, Ivan, que era pastor itinerante, e o acompanhavam na estrada como músicos. Mas foi só nos anos 2000, quando a família se fixou em Nashville, que a banda começou a esboçar sua identidade musical fora do meio cristão.

Os trabalhos foram oficialmente iniciados em 2002 com o lançamento do Ep ‘Holy Rover Novocaine’ e logo em seguida, em 2003, com o aclamado debut ‘Youth and Young Manhood’, bem recebido principalmente no Reino Unido. Com fortes influências do country e do southern rock, o grupo conquistou o público com um som cru e eletrizante, presente em faixas como “Mollys Chambers” e “Happy Alone”, pontos altos do álbum.

Aha Shake Heartbreak’, sucessor do disco de estreia, chega logo no ano seguinte (2004). Para a maioria dos artistas, poderia ser uma missão assustadora ou até mesmo suicida fazer uma nova aposta tão cedo, mas os jovens Followill não hesitaram e com isso reforçaram sua trilha de sucessos. A banda soube manter o ritmo, trazendo novas canções tão envolventes quanto as de ‘Youth and Young Manhood’. As queridinhas “Slow Night, So Long” e “King of the Rodeo” ganharam o público rapidamente.

Em 2007 a banda trouxe algumas novidades com o álbum ‘Because of the Times’. O novo disco mostrou mudanças sutis na sonoridade do Kings of Leon. O som aparece mais limpo e novas influências são exploradas, sem que se perca a essência e a energia presente nos trabalhos anteriores, com “Black Thumbnail” e “My Party” são ótimos exemplos disso.

O divisor de águas

Em sete anos de estrada, o Kings of Leon já tinha 3 álbuns de sucesso e uma carreira consolidada no indie, mas a banda tinha planos ainda mais ambiciosos. Em retrospecto, pode-se dizer que ‘Because of The Times’  preparou o terreno paraOnly by The Night’ (2008), que se consolida como um verdadeiro divisor de águas.

Kings Of Leon - Only By The Night - Front
Capa do álbum ‘Only By The Night’, lançado em 2008Imagem: Divulgação

A maturidade sonora apresentada nesse trabalho, juntamente com as escolhas inteligentes ao longo de toda a construção do álbum tornou o Kings of Leon um fenômeno. 

A banda alcançou o público mainstream, movimentando multidões em grandes arenas e festivais de música.

Além dos singles “Sex on Fire” e “Use Somebody”, que ficaram semanas no topo das paradas músicas por semanas, o disco conta com grandes destaques como “Crawl” e “Manhattan”.

‘Only By The Night’ foi um grande sucesso de público e crítica, conquistando o Grammy nas categorias Melhor Performance de Rock com “Use Somebody” e “Sex on Fire” e Gravação do Ano, também com o single “Use Somebody”.

Turbulências (ou o crime de flertar com o pop)

Dois anos depois do lançamento de ‘Only by The Night’, a banda retorna com ‘Come Around Sundown’ (2010) apresentando uma sonoridade mais pop. O álbum dividiu opiniões, trazendo baladas e influências outrora marcantes mais diluídas.

Os fãs de mente aberta se deliciaram, já o clássico time do “traiu o movimento” não ficou tão satisfeito assim, desferindo as já manjadas acusações. Apesar de ser um tanto arrastado em comparação com aos outros discos, ‘Come Around Sundown’ é bem construído e carrega destaques como “Radioactive”, “Pyro” e “Pickup Truck”.

Após as controvérsias de ‘Come Around Sundown’, o Kings Of Leon apresenta o que tem de melhor em 2013 com ‘Mechanical Bull’, um disco solar, bem conduzido e equilibrado.

A dosagem certa entre baladas, pop rock e o quê country, característico de suas raízes, que nesse disco se apresenta de  forma mais firme e genuína, tornando o conjunto da obra admirável. “Temple”, “Rock City”, “Dont Matter” e “Wait For Me” são belos exemplos, além do potente single “Family Tree”.

Chegamos a ‘Walls’ (2016), o último disco lançamento da banda. Se ‘Mechanical Bull’ é caracterizado por sua atmosfera única, trazendo um feeling de fim de tarde de verão, ‘Walls’ exibe novos tons. Transitando em uma vasta diversidade, o disco também é familiar, como se suas as músicas já fossem velhas conhecidas, parte do repertório do dia a dia.

“Muchacho” é a faixa mais atípica na sonoridade do grupo, uma grata surpresa que embala facilmente o ouvinte – assim como “Conversation Piece”, que traz familiaridades com as baladas de ‘Come Around Sundown’

O Kings Of Leon se apresenta no Lollapalooza Brasil, cinco anos após sua última apresentação no país. A banda toca no sábado, 6 de abril, no palco Budweiser, e promete um grande show, cheio de hits, energia e umas boas baladas para abalar corações.

SERVIÇO

Lollapalooza Brasil 2019
5, 6 e 7 de abril
Autódromo de Interlagos, São Paulo
Ingressos: https://www.lollapaloozabr.com/

 

Foto destaque: Divulgação | Edição de conteúdo: Amanda Marques

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